terça-feira, 27 de outubro de 2009

CEC (Centro Estudantil Catoleense) Década de 60




O CEC, foi uma organização estudantil que promovia eventos e debates entre os estudantes catoleenses, foi uma entidade caçada na época da DITADURA, sendo forçada a extinção e a doar sua sede própria.
Carteira Estudantil UBES e a AESP na década de 60 de um Líder estudantil da época.

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

JORNAL POTIGUAR - HISTÓRIAS DA RESISTÊNCIA AO REGIME DE 64




Histórias da Resistência

O Norte-Rio-Grandense Luiz de Aquino teve influência primordial na formação política dos estudantes Catoleenses, foi diretor e professor de história no Colégio Técnico Dom Vital e teve responsabilidade direta na formação do 1º grupo de guerrilha rural em Catolé do Rocha, junto com ele, também Expedito Figueiredo, então presidente do CEC (centro Estudantil Catoleense) e depois vereador do município. Infelizmente o Professor Luiz de Aquino já não esta entre nos, mas aqui um texto, como parte de vários outros que serão divulgados.
Ubiratan Cortes Costa

Essa foto é um recorte de jornal potiguar do início da década de 1990 que relata fatos, pessoas e partidos políticos que resistiram à Ditadura Militar em Catolé do Rocha.
UJS-Catolé do Rocha 25/10/2009




A União da Juventude Socialista de Catolé, busca parcerias para que seja feito a 1ª Semana ujs de Cultura, com o tema Revivento Culturas, se você quer ser nosso parceiro, entre em contato conosco!

Contato:(83) 8620-6966 Alberto Alves

domingo, 25 de outubro de 2009

Fundação da UJS em Catolé




Em meados de março do ano de 2008, foi fundada no Colégio Normal Francisca Mendes, a União da Juventude Socialista, entidade que desde então LUTA pelos direito dos estudantes de Catolé, uma entidade com mais de 200 FILIADOS, militantes aguerridos que também fazem parte da história dessa entidade que a 25 anos luta por um país democrático e SOCIALISTA!

UJS -25 Anos

Catolé do Rocha-Revolução, guerrilha-cultura e conhecimento.

Há exatamente 40 anos um grupo de estudantes catoleenses, no dia 22 de outubro em 1969, foram presos amontoados na cadeia publica local onde hoje existe o banco do Brasil. Esses estudantes ousaram contestar a ditadura militar que tinha se apossado do poder através de um golpe de estado, articulado pelos EUA através da CIA como forma de manter tanto o Brasil como também outras nações latino-americanas sob sua zona de influencia, já que a União Soviética surgia no hemisfério sul também como potencia militar, ameaçando os interesses americanos na região.
Tivemos o exemplo da revolução cubana que através da guerra de guerrilhas obteve sucesso esmagador como força militar libertando o povo cubano do domínio americano.
Em 69 vivíamos as tensões mundiais da guerra do Vietnam, como também vivíamos uma fase de grande fertilidade de idéias e conquistas científicas, onde a humanidade buscava novos caminhos, novas formas de governo como parte da evolução global.
Em Catolé também elevamos bem alto esta chama através do movimento estudantil, e também nos organizamos junto as organizações populares de esquerda como forma de libertação a exemplo da revolução cubana, onde o povo por intermédio da luta armada obteve a vitória final.
A historia da resistência dos estudantes e personalidades progressistas em nossa cidade, faz parte da historia do Brasil, onde combatentes em varias regiões e estados não se submeteram ao domínio militar, já que todas as opções legais de luta tinham sido suprimidas pelos atos ilegais aprovados por um congresso dominado, só restava a luta armada como forma do povo combater a ilegalidade. Muitos tombaram no processo da luta, cabeças pensantes de excepcional qualidade foram presos, executados, torturados ate a morte, seus corpos jogados em vala comum. Ainda hoje existem cerca de 140 desaparecidos políticos em todo o país. Pessoas, revolucionários valorosos que não tiveram a dignidade de um sepultamento por suas famílias. Lutamos e lutaremos sempre que haja o perigo da escuridão tentar suplantar a luz. Orgulhamos-nos, mesmo com todo o sofrimento, de haver contribuído com essa luta para a normalidade democrática. De todos os estudantes catoleenses que sofreram, 3 deles foram condenados pela chamada, justiça militar, a cumprirem pena de 1 ano de prisão na penitenciaria modelo do estado, entre eles eu: Ubiratan Cortez Costa, Ariosvaldo da Silva Diniz e Francisco Alves Dantas. Essa historia esta sendo escrita para que nossos conterrâneos tenham conhecimento que Catolé resistiu e para q nossos filhos nossa juventude nunca passem pelo sofrimento q nos foi imposto, simples mente por que lutamos pelos direitos fundamentais das pessoas, pela liberdade e por melhores dias para a humanidade. Hoje é um dia de alegria para mim e para todos nos, porque através da luta podemos vislumbra um futuro onde a cultura, o conhecimento e a sabedoria sejam a viga mestra dos agrupamentos humanos. Termino, citando uma frase do filósofo francês Jean Paul Sartre “vivemos na esperança, vale a pena viver”.

Ubiratan Cortez Costa
19/10/2009